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Tecnologia favorece diagnóstico da endometriose

14/06/2017 - 18:08

Reunião científica promovida pelo RDO Diagnósticos Médicos discutiu o avanço tecnológico na detecção, avaliação e tratamento da doença, como a ultrassonografia com preparo intestinal e a cirurgia laparoscópica com imagem em 3D 

Com a evolução dos exames de imagem, atualmente é possível detectar e fazer uma avaliação mais eficaz da endometriose, doença caracterizada pela presença de tecido endometrial fora da cavidade uterina e que afeta cerca de 7 milhões de brasileiras. Além disso, a laparoscopia com imagem em 3D tornou o tratamento cirúrgico menos invasivo, mais rápido e seguro, proporcionando uma melhor recuperação à paciente. Essas tecnologias na detecção, avaliação e tratamento da endometriose foram temas da reunião científica realizada pelo RDO Diagnósticos Médicos, em São Paulo.

A radiologista Luciana Cristina Pasquini Raiza, responsável pela ultrassonografia do RDO, falou sobre a importância da investigação da endometriose por meio do ultrassom transvaginal com preparo intestinal. “O exame, além de detectar a lesão de endometriose profunda em mulheres sintomáticas, permite estimar a extensão e localização da doença, fornecendo informações para avaliação e planejamento cirúrgico ou clínico”, explicou a Dra. Luciana.

“Avatar”
Em seguida, o cirurgião Ricardo Mendes Alves Pereira apresentou os avanços na cirurgia da endometriose com uso de equipamentos que permite a visualização em imagem em 3D. A apresentação foi ilustrada com vários casos, com projeções de vídeos onde os participantes usaram óculos iguais ao do cinema. “’Fantástico’ é a palavra que mais ouço quando as pessoas acompanham a cirurgia ou assistem às projeções”, afirmou Dr. Ricardo Pereira, um dos pioneiros neste tipo de procedimento no Brasil.

Ele explicou que essa técnica foi possível graças aos avanços tecnológicos do cinema, que desenvolveu câmeras de alta definição em 3D, como as usadas no filme “Avatar”. Realizada pela primeira vez no país em 2014, a cirurgia laparoscopia ginecológica com imagem em três dimensões permite a visualização da profundidade, texturas e de estruturas anatômicas críticas, além de proporcionar maior precisão. É um procedimento minimamente invasivo, mais rápido e mais segundo que a cirurgia convencional, com pós-operatório satisfatório e curto período de internação.

“A visão é o grande diferencial nesse tipo de cirurgia, além de a assertividade ser total. As imagens em três dimensões são mais nítidas e permitem perceber particularidades dos vasos sanguíneos, nervos e órgão”, explicou o cirurgião. Uma das projeções mostrou a cirurgia para retirada da endometriose na região do pericárdio, muito próximo ao coração, onde dava para ver até o órgão pulsando. “A nitidez das imagens é impressionante e, além de representar uma revolução para a tecnologia cirúrgica, elas podem influenciar até o ensino de anatomia”, afirmou Ricardo de Oliveira, diretor médico do RDO Diagnósticos Médicos, que promoveu o encontro científico.