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Exame mais preciso permite avaliar causas da infertilidade feminina

13/07/2017 - 18:44

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Importante na investigação feminina, o procedimento elimina irradiação sobre os ovários e utiliza contraste ultrassonográfico recentemente aprovado pela ANVISA, com o objetivo de avaliar com mais segurança possíveis alterações em parte do sistema reprodutor feminino 

Atualmente, calcula-se que a cada cinco casais em idade reprodutiva pelo menos um apresentará dificuldade em obter uma gestação durante a vida. Alterações das tubas uterinas e da função ovariana são algumas das causas mais prevalentes nas mulheres. Para auxiliar na investigação, este novo exame, cujo contraste acaba de ser aprovado pela ANVISA, tem a finalidade de estudar a permeabilidade das tubas uterinas. O objetivo é verificar se estão obstruídas, dilatadas ou com trajeto alterado, além de oferecer informações sobre a anatomia do útero, malformação uterina, pólipos, miomas ou cicatrizes uterinas.

De acordo com Dr. Paulo Cossi do RDO Diagnósticos Médicos, trata-se de um exame sem irradiação sobre os ovários. “Isto é muito importante por se tratar de mulheres em fase reprodutiva. Além de não utilizar contraste iodado, a HSG – histerosalpingosonografia diminui o risco de processos alérgicos e choques anafiláticos, e a paciente sente menos dor durante e após a usa realização”, explica.

Outro diferencial é o avanço tecnológico em relação ao procedimento convencional. “Nesta nova técnica é possível captar imagens que permitem a visão complementar dos ovários, miométrio, endometriose intestinal e outras patologias relacionadas à infertilidade, como pólipos e miomas, por exemplo”, esclarece Dr. Cossi.

Evolução diagnóstica: a avaliação da permeabilidade das tubas uterinas é um dos passos fundamentais na investigação da infertilidade feminina. O exame, que era feito por meio da HSG – histerosalpingosonografia radiológica convencional, utilizava-se o contraste iodado, e a paciente relatava muitas dores. Já na nova técnica, aplica-se o contraste ultrassonográfico de segunda geração chamado “ativo” por conter microbolhas de gás envolto por duas camadas de lipídios. Associada a ultrassonografia 3D e 4D em tempo real, estas microbolhas têm diâmetro semelhante ao das células hemácias e são utilizadas também em exames oncológicos e de ecocardiografia.

Como o exame é feito: este método de diagnóstico é feito, geralmente, em ambulatório e, após o procedimento, a paciente já está liberada. O contraste “ativo com microbolhas” é injetado no colo do útero, por meio de um fino cateter. Paralelamente, imagens de diferentes ângulos da pelve são captadas pelo transdutor do ultrassom o que permite verificar a permeabilidade das trompas. “A análise nos permite verificar quando há obstruções nas tubas ou alterações no útero. Cerca de 10% a 15% dos abortos recorrentes são devido a alterações anatômicas do útero, como septo uterino e aderência localizadas dentro do órgão”, diz Dr. Cossi, do RDO Diagnósticos Médicos.

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