COVID-19 | RDO recebe do INSTITUTO ADOLFO LUTZ habilitação e validação pelo teste RT-PCR -

MÉTODO MOLECULAR – RT-PCR – SARS-CoV-2 – COVID-19

Considerado padrão ouro pela OMS, o teste recomendado para casos suspeitos é o de transcrição reversa seguida de reação em cadeia da polimerase em tempo real (RT-PCR), pois é o teste que identifica a presença do RNA do vírus SARS-CoV-2 causador da COVID-19, em seu período ativo no organismo, confirmando a infecção e possibilitando melhor conduta terapêutica para o paciente.

Descrição TUSS: SARS-COV-2 (CORONAVÍRUS COVID-19) – PESQUISA POR RT-PCR;

Código: 40.31.46.18;

Amostra: swab de secreção das regiões nasofaringe e orofaringe;

Preparo: não é necessário preparo para este exame;

Coleta: por agendamento residencial, empresa ou no RDO;

Resultados: amostras coletadas até as 12:00 terão seus resultados liberados até 18:00 do mesmo dia. Disponibilizados através do site  www.rdo.med.br;

Laudos: nos idiomas, Português, Espanhol, Inglês e Japonês;

COVID-19 | ANTICORPOS NETRALIZANTE, NOS REALIZAMOS OS TESTES! -

Para mais informações  e agendamento  ligue (11) 3065-0800 ou atendimento@rdo.med.br

 

 

COVID-19 | Saiba como diagnosticar a doença ! -

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Teste do KIR e HLA-C e a falha de implantação embrionária em ciclos de FIV -

O teste de genotipagem do polimorfismo do  KIR (killer immunoglobulin-like receptor), é uma nova ferramenta para auxiliar o especialista em reprodução humana assistida definir sua  estratégia terapêutica e conduta em relação aos procedimentos, olhando de forma profunda, caso-a-caso,  afim de obter,   resultados mais assertivos,  principalmente nos casos de falha de implantação, perdas gestacionais e abortos em repetidos ciclos de fertilização in vitro

A implantação do embrião ao útero é um processo multifatorial complexo, por isso, muitos estudos sobre esquemas de estimulação ovariana, seleção dos embriões e avaliação endometrial foram desenvolvidos nos últimos anos para aumentar as taxas de sucesso da reprodução assistida.

Apesar de tanta tecnologia, quase 50% dos embriões não se implantam ou evoluem para aborto precoce. A principal causa de falha de implantação e perda precoce são alterações cromossômicas no embrião, uma vez que ocorra a seleção dos embriões euplóides (cromossomicamente normais), as taxas de sucesso chegam a 70%. Entretanto, por ser um processo complexo, mesmo embriões euplóides podem não implantar.

A gestação do  ponto de vista imunológico,  somente é possível porque uma intrincada rede imunorregulatória é disparada com o objetivo único de desenvolver um estado de tolerância materno-fetal e permitir a implantação, o desenvolvimento fetal e a formação da placenta.

Neste contexto, as células NK uterinas não citotóxicas são essenciais para a implantação, estudos mostram que elas liberam citocinas que regulam a invasão do trofoblasto (células embrionárias) no endométrio, auxiliam nas alterações vasculares importantes para formação da placenta, além de estimular a via imune Th2 (anti-inflamatória), essencial para a implantação. Sem a ação das células NK uterinas, o processo de implantação e placentação ocorreriam de forma deficiente causando diferentes problemas de acordo com a severidade, causando situações desde restrição do crescimento fetal até aborto precoce. Outra função essencial das células NK para a gestação, é sua interação com as partículas da superfície das células trofoblásticas chamadas HLA e receptores das células NK chamados KIR (killer immunoglobulin-like receptor).

HLA são partículas presentes na superfície das células e que são reconhecidas pelo sistema imune. Quando dizemos que pessoas são compatíveis para transplante significa que apresentam HLA similar, assim, seu sistema imune reconhece a célula do doador como se fosse do seu corpo e não como uma célula estranha que deve ser eliminada (rejeição). Existem vários tipos de HLA, mas o embrião apresenta principalmente HLA-C, que interage com receptores KIR das células NK determinando a ação destas células.  Existem 2 tipos de HLA-C: C1 e C2, herdados da mãe e do pai, podendo ser: C1C1, C1C2 ou C2C2.

Tanto o C1 quanto o C2 agem sobre os receptores KIR, mas o C2 tem uma afinidade e ação mais importantes.

Receptores da célula NK: KIR

As células NK tem receptores de superfície chamados KIR que interagem com HLA-C do trofoblasto.

Este receptor é determinado por muitos genes que apresentam diferentes polimorfismos, alguns genes são inibitórios e outros estimulatórios.

A combinação de diferentes genes que são herdados juntos como um grupo é chamado de haplótipo. Apesar de diferentes padrões gênicos, os receptores KIR podem ser agrupados em 2 haplótipos: A (inibitório) ou B (estimulatório).

Por exemplo, como herda-se um haplotipo materno e um paterno, cada pessoa pode ter as seguintes combinações: AA, AB ou BB. Quando a mulher tem o genótipo do KIR AA, só há genes inibitórios, assim, se este receptor for ativado pelo HLA-C do embrião vai, na verdade, bloquear a ação da célula NK, impossibilitando a implantação embrionária.

Alguns estudos estabeleceram quando e em quais combinações o KIR AA inibitório pode ser prejudicial para a gestação. Então, postulou-se que mulheres com KIR AA têm risco aumentado para problemas obstétricos quando o embrião tem mais HLA C2 do que a mãe, ou seja, quando a mãe é C1C1 e o embrião C1C2 ou C2C2; ou quando a mãe é C1C2, com embrião C2C2.

Muitos estudos ainda precisam ser feitos, mas até o momento podemos inferir com os estudos já divulgados concluem que mulheres KIR AA tem maior risco quando marido tem HLA-C2 ou quando se faz necessário o uso de óvulos doados, com doadoras C2. E, nestes casos, transferir mais de um embrião aumenta ainda mais o risco.

Portanto, uma avaliação combinada (HLA-C paterno e KIR materno) pode inferir o risco para a gestação da seguinte forma:

       
HLA-C PATERNO KIR MATERNO RISCO  
C1C1 AA/AB/BB Risco reduzido  
C2C2/ C1C2 AB ou BB    
       
C2C2/C2C1 AA/AB/BB  Risco aumentado  

Para os casos com doadora de óvulos

 

HLA-C PATERNO KIR (MULHER)  HLA-C (DOADORA)  RISCO
C1C1 AB C1C1  
C1C2 BB C1C2  
       
C2C2 REDUZIDO   C2C2 REDUZIDO
C1C1 AA C1C1  
C1C1/C1C2 /C2C2 AA C1C2/C2C2 AUMENTADO

Representação do processo envolvendo o HLAC paterno e o KIR materno e sua influência na reprodução. Adaptado de Nakimuli A. et al., 2013.

Nos ciclos de fertilização in vitro (FIV), é usual a transferência de 2 ou até 4 embriões, dependendo da idade da paciente. Assim, há, simultaneamente, a presença de mais de um HLA-C paterno (um por embrião). Segundo estudos de Hiby S.E. et al, em mulheres KIR AA, a transferência de mais de um embrião aumentaria o risco da presença de mais HLA-C2 paternos do que maternos, aumentando o risco de complicações obstétricas, sendo, neste caso, melhor transferir somente um embrião.

Já nos ciclos de fertilização in vitro (FIV) com ovodoação, muitas vezes se utilizam óvulos de doadora, por exemplo quando a mulher tem idade avançada, falência ovariana precoce ou alguma doença genética que pode ser transmitida à prole pelo óvulo. Neste caso, o HLA-C herdado do óvulo é também estranho ao sistema imune materno, se comportando como HLA-C paterno.

Assim, há chance duplicada do embrião ter algum HLA-C2 (paterno ou da doadora).

Se a receptora for KIR AA, a chance de complicação aumentará.

No caso de se transferir dois embriões, este risco é muito maior, pois estamos lidando com 4 HLA-C estranhos à receptora, ou seja, maior chance de ter mais HLA-C2 “não próprios” da paciente (efeito negativo) do que “próprios” dela (efeito positivo).

Nos ciclos de fertilização in vitro (FIV) com sêmen de doador (banco) onde há casos de repetidas falhas de tratamentos é, recomendável que a futura mãe faça a pesquisa dos receptores KIR.

Caso ela seja KIR AA, a recomendação é que o doador seja HLC-A C1C1.

O problema é que os bancos de sêmen, até o momento, não incluem este exame na pesquisa dos doadores. Neste caso, pode-se optar por transferir somente um embrião, independente do HLA-C do doador de sêmen (Tabela 3).

O teste de genotipagem do polimorfismo do  KIR (killer immunoglobulin-like receptor), é uma nova ferramenta para auxiliar o especialista em reprodução humana assistida definir sua  estratégia terapêutica e conduta em relação aos procedimentos, olhando de forma profunda, caso-a-caso,  afim de obter,   resultados mais assertivos,  principalmente nos casos de falha de implantação, perdas gestacionais e abortos em repetidos ciclos de fertilização in vitro. Portanto, considerando os dados dos estudos até então realizados, recomenda-se que em pacientes com falhas de implantação e abortos seja pesquisado o polimorfismo do KIR.

Informações: (11) 3065-0800  | atendimento@rdo.med.br  

BIBLIOGRAFIA

 

  • Alecsandru D, García-Velasco JA. Why natural killer cells are not enough: a further understanding of killer immunoglobulin-like receptor and human leukocyte antigen.  Fertil Steril., 2017, Jun; 107 (6):1273-1278.

 

  • Alecsandru D, Garcia-Velasco JA. Immunology and human reproduction. Curr Opin Obstet Gynecol. 2015 Jun; 27(3):231-4.

 

  • Alecsandru D, Garrido N, Vicario JL, Barrio A, Aparicio P, Requena A, García-Velasco J. Maternal KIR haplotype influences live birth rate after double embryo transfer in IVF cycles in patients with recurrent miscarriages and implantation failure. Hum Reprod; 2014 Dec; 29 (12):2637-43.

 

  • Colucci F. The role of KIR and HLA interactions in pregnancy complications. Immunogenetics, 2017 Aug; 69(8-9):557-565.

 

  • Franasiak JM, Scott RT. Contribution of immunology to implantation failure of euploid embryos.  Fertil Steril., 2017, Jun; 107 (6):1279-1283.

 

  • Hiby SE, Apps R, Sharkey AM, Farrell LE, Gardner L, Mulder A, et al. Maternal activating KIRs protect against human reproductive failure mediated by fetal HLA-C2.  J Clin Invest. 2010 Nov;120 (11):4102-10.

 

  • Morin SJ, Treff NR, Tao X, Scott RT 3rd3, Franasiak JM, Juneau CR, Maguire M, Scott RT. Combination of uterine natural killer cell immunoglobulin receptor haplotype and trophoblastic HLA-C ligand influences the risk of pregnancy loss: a retrospective cohort analysis of direct embryo genotyping data from euploid transfers. Fertil Steril. 2017 Mar;107(3):677-683.e2.

 

  • Nakimuli A. et all, 2013, Killer cell immunoglobulin-like receptor (KIR) genes and their HLA-C ligands in a Ugandan population, Immunogenetics (2013) 65:765–775 DOI 10.1007/s00251-013-0724-7.

 

 

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Depois das notícias de estudos preliminares, mas ainda sem confirmação, de que a hidroxicloroquina associada a um antibiótico foi testada com certo êxito para combater o coronavírus, o medicamento sumiu das prateleiras das farmácias, tanto as online como as físicas. Antes dos testes, a substância usada para doenças reumáticas e autoimunes como a SAAF (síndrome do anticorpo antifosfolípide), que tenho, a hidroxicloroquina fazia parte daquele conjunto de medicamentos fundamentais para tratar os sintomas e que até então viviam tranquilamente nas prateleiras e estoques das farmácias, apesar de existir apenas tês fabricantes no Brasil (dois genéricos e um de marca)

O sulfato de hidroxicloroquina, substância menos tóxica da cloroquina, está há mais de 40 anos em uso. Inicialmente foi aplicada para o tratamento da malária, mas, como é um imunomodulador, passou a ser usado em doenças reumáticas, explica o Ricardo de Oliveira do RDO diagnósticos. 

Para ele o uso indiscriminado no momento só vai afetar aqueles que precisam realmente da substância.

Confira a entrevista na íntegra:

https://saude.estadao.com.br/noticias/geral,depoimento-comecei-a-percorrer-as-farmacias-atras-da-hidroxicloroquina,70003242390

 

 

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NOTÍCIAS

ESTIMULAÇÃO HORMONAL PERSONALIZADA EM FIV: COMO OS RECEPTORES DO FSH/LH INFUENCIAM NA RESPOSTA OVARIANA

O FSH (hormônio folículo-estimulante) desempenha um papel central na regulação endócrina em homens e mulheres. Esse hormônio atua através de receptores, localizados na membrana das células granulosas, comandando a maturação folicular e a produção de estrógeno. O que tem sido estudado é que cada indivíduo pode apresentar uma conformação diferente do gene, o que chamamos de polimorfismos, tais diferenças interferem diretamente na produção de FSH e consequentemente na maturação folicular e produção de estrógeno.

Quando levamos esse conhecimento para a fertilização in vitro (FIV), significa que mulheres necessitam de dosagens diferentes de FSH, dependendo do seu genótipo. Por exemplo, mulheres homozigotas (que tem os dois alelos) para o genótipo S680 precisam de doses maiores de FSH exógeno, antes do procedimento de FIV, para que ocorra uma estimulação ovariana adequada.

O genótipo do receptor FSH e LH pode variar, ou seja, o tipo de aminoácido presente se altera entre Asparigina (Asp) e Serina (Ser), em relação à posição 680 da proteína, podendo apresentar as seguintes conformações: Ser/Ser, Asp/Ser e Asp/Asp.

As variações polimórficas identificadas neste exame diagnóstico podem ter relação direta com a escolha da medicação ideal para a paciente, interferindo no resultado de tratamentos para fertilidade.

Para o polimorfismo do receptor FSH, cada genótipo responde de forma diferente às formas purificadas e recombinantes do hormônio exógeno:

∙ Genótipo Ser/Ser: Ser680Ser- responde melhor a HP-FSH (purificada ou ultrapura)
∙ Genótipo Asp/Ser: Asp680Ser- responde melhor a r-FSH (recombinante)
∙ Genótipo Asp/Asp: Asp680Asp- responde igual

A avaliação do polimorfismo combinado (FSH + LH) demonstrou que pacientes Ser/Ser para FSH e LH apresentaram 4x mais chances de engravidar, comparado com mulheres Asp/Asp para ambos. Na avaliação isolada do receptor LH, foram encontradas taxas maiores de gravidez em mulheres heterozigotas para Serina (Ser/Asp) e mulheres homozigotas para Asp/Asp, de acordo com as pesquisas de Lindegren et al (2016)

A partir de tais estudos e avaliações diagnósticas, é possível individualizar a melhor opção medicamentosa, minimizando custos, oferecendo um prognóstico mais direcionado e um resultado mais rápido.

A Pesquisa de Polimorfismo do gene no receptor de FSH/LH é um critério para orientar a escolha da melhor medicação para a estimulação ovariana, mas não garante estes resultados. Só é recomendada após uma investigação criteriosa da saúde reprodutiva da paciente.

No RDO você ainda conta com a análise combinada do polimorfismo de FSH e LH (hormônio luteinizante), que de acordo com os estudos mais recentes, quando avaliados em combinação, aumentam as chances de acerto no tratamento.
Portanto, a simples genotipagem do FSH e do LH de cada mulher, gera um tratamento personalizado com dosagens hormonais adequadas para a necessidade individual, proporcionando uma estimulação adequada.

A Genotipagem do FSH é realizada com exclusividade no laboratório RDO. Feita por profissionais especializados e técnicas de biologia molecular, gerando resultados precisos e confiáveis. No RDO você ainda conta com a análise combinada do polimorfismo de FSH e LH (hormônio luteinizante), que de acordo com os estudos mais recentes, quando avaliados em combinação, aumentam as chances de acerto no tratamento.

Referências
1-Lindgren et al. Combined assessment of polymorphisms in the LHCGR and FSHR genes predict chance of pregnancy after in vitro fertilization. Human Reproduction, 31:672-683, 2016.

2-Lindgren et al. Association between follicle-stimulating hormone receptor polymorphisms and reproductive parameters in young men from the general population. Pharmacogenetics and Genomics, 22: 667-672, 2012.

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