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Riscos da intolerância alimentar

05/04/2017 - 11:44

Rejeição a alimentos como leite, ovos, peixes e até frutas e verduras podem provocar sintomas que vão desde problemas intestinais e dores de cabeça até respiratórios crônicos como sinusite e rinite; Exame específico desenvolvido pelo RDO Diagnósticos Médicos investiga os 59 principais alimentos que podem desencadear o desconforto

Alguns tipos de intolerância alimentar, distintos da alergia alimentar clássica, podem ocasionar sintomas moderados e crônicos, que geralmente não são atribuídos à alimentação diária. A frequência e a quantidade de alimentos consumidos diariamente podem estar associados a reações imunológicas repetitivas que estimulam processos inflamatórios importantes no organismo.

Sabe-se que muitas reações imunológicas ocorrem no intestino, garantindo uma barreira contra bactérias, fungos, vírus e outros agentes patogênicos. Porém, fragmentos de proteínas de origem alimentar, também podem ser reconhecidos como estranhos e provocar reação do organismo, através de anticorpos específicos para este tipo de alimento, denominadas como Intolerância alimentar, hipersensibilidade alimentar ou alergias tardias.

De acordo com a patologista clínica Adah Conti de Freitas,  vice-diretora médica do RDO Diagnósticos Médicos, a intolerância ocorre devido à resposta dos anticorpos lgG – responsáveis pela reação imunológica a proteínas presentes em alguns alimentos – o que causa dores no abdômen, diarreia, dores de cabeça, etc.

No RDO há um Painel de Exames para intolerância alimentar que estuda e identifica de forma segura e precisa os 59 principais alimentos que podem ser a causa de diversos sinais e sintomas orgânicos relacionados à alimentação diária. “Conhecer as características da intolerância alimentar é essencial para um diagnóstico precoce. A função deste painel é proporcionar informação sobre a resposta imunológica frente a estes alimentos, com a finalidade de personalizar a dieta, de forma mais assertiva”, conta Dra. Adah.

Confira alguns alimentos investigados no Painel de Exames:

Lácteos – Leite de vaca, ovos e derivados
Castanha e nozes – Amendoim, amêndoas, castanha do Pará, castanha de caju e noz
Carnes – Bovina, cordeiro, frango, peru e porco
Ervas e especiarias – Chá e gengibre
Frutas – Grape fruit, groselha preta, limão, laranja, maça, melancia, melão, morango e tomate
Grãos – Arroz, aveia, centeio, cevada, glúten, milho, trigo e trigo duro
Mix de crustáceos e peixes – Atum, bacalhau, camarão, caranguejo, hadoque, lagosta, lingado, mexilhão, salmão, truta, etc
Mix de vegetais – Alho, alho poró, aipo, azeitona, batatas, brócolis, cacau, café, cenoura, couve, ervilha, feijão, gergelim, girassol, lentilha, pimentões, repolho e soja
Outros – Cogumelos, fermentos e leveduras, mel, etc

Sinais e sintomas
Os sintomas da intolerância alimentar podem advir de vários fatores como deficiência de enzima (intolerância à lactose), sensibilidade a certos agentes químicos (aminas no chocolate que podem causar enxaquecas), ou uma resposta imune mediada por um tipo específico de anticorpo (IgG).

Segundo Dra. Adah, há cerca de 150 sintomas relacionados à intolerância alimentar. “Problemas intestinais (constipação, colite, diarreia), dor de cabeça (enxaqueca e cefaleia), insônia, depressão, ansiedade, palpitações, fadiga, doenças autoimunes, artrite e dor articular, sintomas respiratórios crônicos (sinusite, rinite) e problemas de pele são alguns dos sintomas da intolerância alimentar e que muitos desconhecem”, esclarece.

Esses desconfortos podem surgir pouco tempo depois da ingestão do alimento. “A intolerância alimentar pode, com o passar do tempo, gerar outros problemas como dor de cabeça crônica, enxaqueca, dificuldade em emagrecer, depressão e até acne”, alerta.

Intolerância alimentar – do diagnóstico a cura
A intolerância geralmente está associada ao consumo abusivo de um mesmo alimento, à mudança radical de hábitos alimentares, ingestão por tempo prolongado de antibióticos e outros medicamentos que agridem a flora intestinal ou mesmo a uma dieta inadequada. O fator emocional e o estresse também são alguns gatilhos.

Diagnosticado o alimento causador da indisposição, o melhor tratamento é eliminá-lo da dieta e substituí-lo por outras com o mesmo valor nutricional. “Além de eliminar o alimento que causa indisposição das refeições, é importante adotar uma dieta saudável, sem grande concentração de componentes de difícil absorção, como gorduras, açúcares e aditivos químicos”, recomenda.