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Hormônio anti-mülleriano permite avaliar a reserva de óvulos após os 30 anos

04/05/2017 - 15:59

Por meio de um simples teste de sangue é possível medir os níveis deste hormônio, produzido pelas células dos ovários, e saber como está o seu estoque e até que idade a mulher poderá buscar a gravidez

Cada vez mais as brasileiras estão deixando para ter o primeiro filho após os 30 anos. O percentual de mães nesta faixa etária cresceu na última década no país, passando de 22,5% em 2000 para 30,2% em 2012, segundo o estudo “Saúde Brasil”, do Ministério da Saúde. Apesar do aspecto positivo, como a dedicação à carreira profissional e equilíbrio financeiro, essa tendência traz algumas preocupações para as mulheres, uma vez que, quanto mais avançada a idade, mais dificuldade de engravidar.

A função ovariana varia de acordo com cada mulher, principalmente devido ao fator idade. A produção de óvulos viáveis para se obter a fecundação, diminui a partir dos 35 anos. Para ajudar a planejar melhor a maternidade, o laboratório RDO Diagnósticos Médicos conta com o exame anti-mülleriano, que permite saber e prever como está a saúde dos ovários e até quando a mulher poderá chegar em termos de idade fértil.

“Atualmente, este teste é considerado o mais efetivo como marcador do declínio da idade reprodutiva, predizendo a alta, adequada ou baixa resposta ovariana”, afirma Dr. Ricardo Oliveira, diretor médico e fundador do RDO, pioneiro na realização deste exame. “Como as mulheres estão postergando a gravidez, a dosagem do anti-mülleriano é um novo recurso para o planejamento da maternidade ou até mesmo na decisão de congelar os óvulos, por exemplo, para uma gravidez futura ou mesmo em caráter preventivo em caso de pacientes com câncer”.

Do sangue que é coletado da mulher são medidos os níveis do hormônio anti-mülleriano (AMH), produzido pelas células granulosas dos ovários e que controla o desenvolvimento dos folículos (a partir dos quais os óvulos de desenvolvem). O resultado do exame é impresso em laudo com um gráfico, o que permite uma avaliação da reserva ovariana, indicando, por exemplo, a quantidade de óvulos, quando eles devem acabar e o início da menopausa.

A dosagem sanguínea pode ser realizada em qualquer fase do ciclo menstrual. “Comparado com outros testes, o anti-mülleriano parece ser o melhor biomarcador da função dos ovários, predizendo o declínio da quantidade e da qualidade dos óvulos”, explica Dr. Ricardo. “Ele aponta também a transição menopausal, alta ou baixa resposta ovariana ao estímulo hormonal usado em ciclos de fertilização in vitro, marcador indireto da síndrome dos ovários policísticos e de tumores de células granulosas”.

As principais aplicações do teste do AMH: 

  • Identificar risco para o comprometimento da reserva ovariana tais como: idade acima de 35 anos, histórico familiar de falência ovariana prematura ou menopausa precoce, história de cirurgia pélvica e ooforoplastia (endometriomas, teratomas, tumores ovarianos malignos);
  • Orientar o protocolo e a dosagem da medicação hormonal a ser usada para a indução controlada da ovulação em ciclos de reprodução assistida;
  • Identificar risco para a alta ou baixa resposta ovariana à estimulação hormonal controlada em programas de fertilização in vitro;
  • Selecionar as mulheres candidatas à doação de óvulos;
  • Auxiliar no aconselhamento do planejamento familiar e na preservação da fertilidade (congelamento de óvulos);
  • Identificar antecedentes de tratamento de reprodução assistida com baixa ou nenhuma resposta ovariana;
  • Identificar as mulheres com endometriose avançada na região dos ovários (classificação de estágio III e IV – segundo a Associação Americana de Medicina Reprodutiva (ASRM);
  • Identificar as mulheres portadoras de síndrome de ovários policísticos, exposição excessiva a produtos de impacto ovariano (tabagismo, medicamentos quimioterápicos, combustíveis, solventes químicos etc.); possível disfunção tiroidiana e doenças autoimunes;
  • Mulheres no pré e pós-tratamento cirúrgico oncológico;
  • Mulheres com infertilidade sem causa aparente (ISCA) ou desconhecida.