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Realizar exames antes de tomar pílula é importante para evitar trombose

23/05/2017 - 18:59

Após mais inúmeros casos de trombose cerebral relacionada ao uso de anticoncepcional, Dr. Ricardo Oliveira, diretor médico do RDO Diagnósticos Médicos, defende a realização dos testes que detectam a predisposição à doença antes da prescrição de contraceptivos

Casos recorrentes de mulheres que sofreram trombose cerebral por causa do uso de anticoncepcional reacende um amplo debate sobre a falta de informação dos riscos relacionados a esses medicamentos. Mulheres que passaram pelo problema relatam nas redes sociais que não foram alertadas. A pílula à base do hormônio drospirenona não é indicada àquelas com propensão à trombofilia – tendência a desenvolver trombose. E o pior: em mais de 90% dos casos, as mulheres não sabem que têm predisposição genética à doença.

Para evitar esses efeitos adversos, Ricardo de Oliveira, diretor médico do RDO Diagnósticos Médicos, e um dos pioneiros no estudo de trombofilias no país, defende a exigência de exames que mostram com precisão as mutações genéticas que predispõem à doença. “Toda adolescente deveria fazer o exame, para que o médico tivesse um diagnóstico preciso ao prescrever o tipo correto de anticoncepcional sem riscos à paciente”, afirma Dr. Oliveira, que tem um histórico de mais de 20 mil testes realizados.

O exame, feito a partir de uma amostra de sangue, é importante para todas as fases da vida da mulher: puberdade, gravidez e menopausa. Ele fornece informação que, além de orientar na escolha do anticoncepcional, auxilia na investigação de problemas de infertilidade e na decisão de se fazer ou não reposição hormonal, por exemplo.

O que é?
A trombofilia é uma propensão a desenvolver coágulos no sangue, que pode causar trombose nas veias, embolia pulmonar, trombose cerebral, e infarto. Está relacionada também às causas de infertilidade, como abortos de repetição.

Obesidade, tabagismo, pressão alta, diabetes e uso de anticoncepcionais são considerados fatores de risco da doença, que acomete 20% das mulheres. Segundo Dr. Oliveira, aproximadamente 90% das pessoas tratadas conseguem evitar os problemas. Para a investigação e tratamento da trombofilia, o RDO criou um Painel de Exames específico para trombofilia – um grupo de exames para avaliar o risco relacionado às doenças trombogênicas herdadas ou adquiridas das mulheres.