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Uma em cada 4 mulheres tem baixa reserva ovariana, aponta pesquisa

23/05/2017 - 20:30

Estudo feito em 505 pacientes do Centro de Reprodução Humana Nilo Frantz e do RDO Diagnósticos Médicos mostra que 26,9% apresentaram de moderada a acentuada diminuição da reserva ovariana; procura pelo exame Anti-Mülleriano (AMH), que identifica com precisão a idade fértil das mulheres, cresceu 10 vezes nos últimos 5 anos 

Uma em cada quatro mulheres apresenta reserva de óvulos abaixo do esperado para sua idade, mesmo sendo saudável e sem apresentar qualquer tipo de sintoma, como alterações do ciclo menstrual. Este é o resultado parcial de um levantamento realizado com 505 pacientes, com idade média de 35,7 anos, no período entre 2012 e 2015, que mostra que 26,9% têm quantidade de óvulos baixa, sendo que 16,4% com uma moderada redução e 10,5% com uma acentuada diminuição.

O trabalho é conduzido pelo Dr. Ricardo de Oliveira, diretor médico do RDO Diagnósticos, de São Paulo, em conjunto com o Centro de Reprodução Humana Nilo Frantz, de Porto Alegre. O objetivo é alertar ginecologistas sobre a importância da orientação e aconselhamento das questões que envolvem a fertilidade.

Com estes dados preliminares, fica evidente aquelas muitas mulheres que deixam para ter o primeiro filho após os 30 anos de idade encontram dificuldades para engravidar. Além disso, mostram a importância de exames como o AMH, que permite saber como está a saúde reprodutiva e até quando permanece a idade fértil das mulheres, para que elas possam se planejar.

“Como as mulheres estão deixando para engravidar mais tarde, a dosagem do hormônio é um novo recurso para ajudar a planejar a maternidade ou até mesmo na decisão de congelar os óvulos, por exemplo, para uma gravidez futura ou mesmo em caráter preventivo em caso de pacientes com câncer”, afirma Dr. Oliveira, pioneiro neste exame.