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Mitos e verdade sobre a endometriose

14/06/2017 - 18:00

A médica Luciana Cristina Pasquini Raiza, do RDO Diagnósticos Médicos, orienta a respeito da importância de detectar a lesão em fase inicial e esclarece sobre a doença que atinge 50% das mulheres com infertilidade 

A endometriose ocorre quando o endométrio, tecido que reveste a parede interna do útero, é implantado fora do órgão. Segundo estimativas, a doença está presente em 10% a 15% das mulheres em idade reprodutiva e até 50% daquelas com infertilidade.

“É importante conhecer e suspeitar da doença, tentando identificá-la precocemente para instituir o tratamento mais adequado a cada caso”, orienta a radiologista Luciana Cristina Pasquini Raiza, médica responsável pela ultrassonografia geral do RDO Diagnósticos Médicos. A radiologia esclarece a seguir os mitos e verdades sobre a doença.

É uma das causas que levam à infertilidade
Verdade: a endometriose é caracterizada pela presença de tecidos endometrial fora da cavidade uterina. Existem três tipos: superficial, profunda e endometrioma (forma ovariana). A doença é uma das principais causas que levam à infertilidade, afeta 10% a 15% das mulheres em idade reprodutiva e 50% das que têm dificuldade de engravidar.

A doença não apresenta sintomas
Mito: além da dificuldade para engravidar, a endometriose provoca cólica menstrual, dor pélvica crônica (não relacionada ao ciclo menstrual há pelo menos 6 meses), dor durante a relação sexual no fundo da vagina, alterações intestinais e/ou urinárias cíclicas, ou seja, que ocorrem durante o período menstrual.

Não é possível prevenir a endometriose
Verdade: a causa da endometriose ainda não é bem estabelecida, sendo assim não há também prevenção. O que é importante é conhecer e suspeitar da doença, tentando identificá-la precocemente para instituir o tratamento mais adequado a cada caso.

Exames de imagem são eficazes no diagnóstico
Verdade: os principais exames são a ultrassonografia transvaginal e a ressonância magnética para identificar lesões de endometriose profunda. A superficial é apenas identificada pela cirurgia. Mas ultrassonografia é melhor na detecção das lesões intestinais e de pequenas lesões nos principais sítios acometidos da pelve, que são a região atrás do útero, ovários, intestino e bexiga.

Não é possível reverter a doença
Mito: o problema pode ser superado se for tratado a tempo. Clínica ou cirurgicamente, as opções de tratamento devem ser individualizadas. Enquanto um é feito apenas com medicamentos, o outro é considerado definitivo e o sucesso depende da remoção completa das lesões.